Culpa materna · agosto 31, 2026
Talvez você esteja sendo dura demais com você mesma

Uma mãe disse uma vez, em um desabafo: “Meu filho precisaria de uma mãe melhor do que eu.” Essa frase ficou ecoando — porque, muitas vezes, a mãe que mais se preocupa em estar errando é justamente aquela que está tentando todos os dias acertar.
Por que tantas mães sentem que não são boas o suficiente?
Porque a autocobrança costuma crescer na mesma proporção do cuidado. A mãe que passa o dia avaliando se está errando é quase sempre a mesma que está tentando acertar todos os dias. Em famílias com crianças neurodivergentes isso se intensifica: a rotina exige mais decisões, mais adaptações e mais paciência do que qualquer manual previu, e cada crise vira prova de falha pessoal. O ciclo se alimenta da comparação entre a mãe que você é e a mãe que imaginou que seria antes de tudo começar. Só que seu filho não precisa de uma mãe perfeita. Ele precisa da sua presença, da sua disposição para reparar quando erra e da sua companhia enquanto ele aprende. Ser uma boa mãe não é nunca errar. É estar disponível para crescer junto com ele.
De onde vem o peso da autocobrança?
Você se cobra. Se culpa pelo que não conseguiu fazer. Pensa no que poderia ter feito diferente. Compara a mãe que é com a mãe que imaginou que seria antes de tudo começar. Esse ciclo é comum — e raramente é justo com quem o vive.
Seu filho precisa de uma mãe perfeita?
Talvez ele precise de você. Da sua presença. Do seu cuidado. Da sua disposição para aprender, reparar, tentar novamente e continuar caminhando ao lado dele. Ser uma boa mãe não significa nunca errar — significa estar disponível para crescer junto com o seu filho.
Como acolher a si mesma no meio do caminho?
Antes de pensar que seu filho merecia uma mãe melhor, vale olhar com mais carinho para a mãe que você já está tentando ser. Talvez o que esteja faltando não seja fazer mais — seja acolher a si mesma um pouco mais no meio do caminho.
Se essa reflexão fez sentido para você, os guias práticos da Adriana Lucila trazem caminhos concretos para aliviar essa cobrança no dia a dia — e uma conversa individual pode ajudar a olhar para a sua rotina com mais gentileza.


